sexta-feira, 4 de maio de 2012

Aérea é multada por discriminar pessoa com deficiência

"A companhia aérea de baixo custo Easyjet foi condenada nesta sexta-feira por um tribunal de Paris a pagar 5 mil euros em indenização por impedir uma mulher portadora de deficiência de viajar, informou a Associação de Paralíticos da França (APF). O fato ocorreu em 21 de março de 2010, quando a francesa Marie-Patricia Hoarau embarcou sozinha em um voo entre Paris e Nice da companhia aérea britânica, "sem dificuldades", de acordo com ela. No entanto, um membro da tripulação falou para ela que os portadores de deficiência são obrigados a ir ao banheiro do avião com acompanhantes. Embora vários passageiros tenha se oferecido a ajudá-la, o chefe de cabine rejeitou as propostas e alegou que eles não tinham sido registrados como acompanhantes. A mulher, que no dia anterior havia feito a mesma rota em sentido inverso, desembarcou e pegou outro vôo, acompanhada de um passageiro reconhecido pelos funcionários. A companhia aérea britânica já foi condenada por atos semelhantes em janeiro, quando impediu o embarque de três portadores de deficiência entre novembro de 2008 e janeiro de 2009. Segundo a APF, o caso de Hoarau é um exemplo de que as pessoas portadoras de deficiência ainda são vítimas frequentes de rejeição ao embarcar nos transportes aéreos. A associação ainda lembrou que a regulamentação europeia "proíbe às companhias aéreas e operadores turísticos de rejeitar reservas ou embarques nos aeroportos da União Europeia". Na saída do tribunal, o advogado da companhia aérea, Philippe Van der Meulen, informou que vai a recorrer à sentença e lembrou que a Easyjet transporta 350 mil portadores de deficiência a cada ano, cerca de mil por dia". Fonte: site TERRA

terça-feira, 17 de abril de 2012

Efeitos rápidos da equoterapia atraem novo público

"Os efeitos conhecidos da equoterapia no tratamento de pessoas com deficiências estão atraindo novos adeptos para a técnica. Adultos e crianças que não têm limitações neuromotoras ou cognitivas, mas lidam com outras dificuldades da vida, como estresse, depressão, problemas na escola... Cavalo entra no tratamento de doenças da moda, como hiperatividade Cães e outros bichos-terapeutas ajudam ser humano a cuidar da saúde Mesmo para quem não enfrenta essas dificuldades, a técnica é usada como uma forma de preveni-las e, de quebra, dar um gás a mais para os neurônios. "Andando a cavalo, a pessoa recebe de cerca de 2.000 novos estímulos cerebrais", afirma a fisioterapeuta Letícia Junqueira, que coordena sessões de equoterapia e equitação lúdica no Jockey Club de São Paulo. AÇÃO CEREBRAL O nome equitação lúdica é dado para diferenciar o trabalho feito com pessoas sem deficiência, mas o princípio de ação é o mesmo da equoterapia, tradicionalmente usada para reabilitação. "Os ajustes corporais da pessoa para se adaptar aos desequilíbrios causados pelo deslocamento do cavalo mandam sinais nervosos pela medula espinhal até o sistema nervoso central. Isso gera a formação de novas células nervosas no cérebro", diz Junqueira. A possibilidade de estimular precocemente as habilidades cognitivas de Laura, 2, atraiu sua mãe, a dermatologista e clínica-geral Ana Carolina Chiavarelli, 39. Apesar de morrer de medo de montar a cavalo, Ana Carolina viu na equoterapia uma forma de evitar que Laura passe pelos mesmos problemas de rendimento escolar que os irmãos mais velhos (de 19 e quatro anos) tiveram. "Quero que ela seja centrada, tenha atenção. Eu pesquisei a literatura e vi que o movimento do cavalo melhora a coordenação, a linguagem, o raciocínio. Estou apostando nisso para colher frutos quando ela começar a escolarização", diz Ana Carolina. A cereja do bolo é que todo esse aprendizado é feito num ambiente muito diferente e muito mais prazeroso que uma sala de aula. No caso de pessoas que precisam de tratamento, é uma vantagem imensa, segundo a psicopedagoga Liana Pires Santos, representante da Associação Nacional de Equoterapia em São Paulo. "Tirar o paciente do consultório é um motivador e um alívio, tanto para ele quanto para a família", diz ela. Outra motivação é a rapidez com que surgem os ganhos motores e psicológicos na equoterapia. "Com 12 sessões já fica evidente a melhora postural e de tônus muscular", afirma Santos. Esses ganhos não se restringem ao aspecto corporal. "Todo ato motor envolve uma transformação psíquica", diz a psicopedagoga. Aprumar as costas, entre outras coisas, eleva a autoconfiança e faz a pessoa respirar melhor -benefícios importantes nos tratamentos contra o estresse e a depressão, segundo a terapeuta ocupacional Luciane Padovani, do centro de equoterapia Camaster, em Salto, interior de São Paulo". Fonte: Folha de São Paulo online.

quinta-feira, 29 de março de 2012

AACD faz parceria para criar jogos de reabilitação física

9/03/2012 - 09h14

"A AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) firmou nesta semana um acordo com a Microsoft para o desenvolvimento de jogos de videogame especiais para reabilitação.

Os videogames com sensores de movimento, como o Wii da Nintendo e o Xbox, da Microsoft, já são usados em instituições para auxiliar atividades de fisioterapia.

O objetivo agora é criar jogos concebidos por fisioterapeutas e fisiatras da AACD e desenvolvidos com o apoio técnico da empresa.

O presidente da instituição, Eduardo Carneiro, afirma que os primeiros softwares criados nessa parceria podem começar a sair em três ou quatro meses.

A ideia é que pacientes que frequentam a AACD possam levar o aparelho e o jogo para casa e fazer os exercícios. A venda dos jogos para outras instituições no Brasil e no exterior também está no horizonte, segundo Carneiro, e pode ser mais uma fonte de renda da entidade.

Os direitos autorais serão compartilhados entre a instituição e a Microsoft. "Estamos iniciando uma nova era em reabilitação. É um processo sem volta", diz Carneiro.

Os jogos do Xbox com o sensor Kinect, que capta os movimentos do usuário sem a necessidade de controles, já são usados na instituição como parte auxiliar das terapias de reabilitação.

"É difícil que uma criança com paralisia cerebral consiga jogar tênis, mas com esse brinquedo ela consegue. As crianças gostam, saem cansadas do brinquedo, fazem esforço físico mesmo."

Bianca Helena Filippe, 7, é uma das crianças que usam o jogo como parte das sessões de fisioterapia. Ela tem paralisia cerebral e começou a frequentar a AACD com um ano e meio. Está aguardando uma operação corretiva nas pernas há dois anos.

Sua mãe, Rosana Maria Felippe, 46, diz que a menina gosta do videogame. "Quando faz pontinhos, ela fica toda alegre e quer mostrar para mim. Tenho até de sair da sala para ela não perder a concentração no jogo."

Fonte: Folha de São Paulo

Resposta da Deputada Federal por São Paulo - Mara Gabrilli (PNE)

Segue abaixo, um perfil e a resposta da Deputada Federal por São Paulo Mara Gabrilli, sobre um e-mail que encaminhei para seu conhecimento e manifestação:

"Mara Gabrilli, 44 anos, é publicitária, psicóloga, deputada federal pelo PSDB, eleita nas Eleições 2010 com 160.138 votos, para a legislatura 2011-2014.

Ex-vereadora na Câmara Municipal de São Paulo (2007-2010). Nas Eleições 2008, quando reeleita vereadora, foi a mulher mais votada do Brasil com 79.912 votos. Entre 2005 e 2007, foi a primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da Prefeitura de São Paulo.

Fundou, em 1997, o Instituto Mara Gabrilli, OSCIP que apóia atletas com deficiência, promove o Desenho Universal, fomenta pesquisas científicas e projetos culturais.

Mara Gabrilli escreve uma coluna mensal para a revista TPM (Trip Editora) há oito anos, cujas 50 melhores crônicas foram reunidas no livro Íntima Desordem – os melhores textos na TPM (Arx e Versar). Além da TPM, mantém colunas na revista Sentidos (editora Escala) e no portal Vida Mais Livre. Comanda o programa de rádio Derrubando Barreiras: acesso para todos, na Eldorado AM, e o Momento Terceiro Setor, na rádio Trianon AM.

Foi consultora do livro Vai encarar? - A Nação (quase) invisível das pessoas com deficiência (Melhoramentos), de Claudia Matarazzo, e colaborou com o capítulo: “Educação para Todos: uma questão de direitos humanos” no livro Educação 2010 – as mais importantes tendências na visão dos mais importantes educadores (Humana Editorial), entre outras participações em publicações.

Em reconhecimento a sua atuação, foi eleita Paulistana do Ano (2007) pela revista Veja São Paulo, figurou entre os Cem Brasileiros Mais Influentes (2008) das revistas Isto É e Época, e foi finalista do Prêmio Claudia 2008 na categoria Políticas Públicas.

TRAJETÓRIA

Há 17 anos, Mara Gabrilli sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Passou cinco meses internada – dentre os quais dois em respirador artificial – e recebeu uma nova condição para a vida: a impossibilidade de se mexer do pescoço para baixo.

Em 1997, fundou a ONG Projeto Próximo Passo com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência. Hoje, a ONG se expandiu e transformou-se no Instituto Mara Gabrilli. Suas conquistas recentes foram a ida de três atletas foram às Paraolimpíadas de Pequim e a colaboração, por meio do patrocínio para a vinda de uma cientista indiana para trocar experiência com a pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) Lygia Pereira, o que resultou na primeira linhagem brasileira de células-tronco embrionárias, a BR-1.

Mara Gabrilli foi a primeira titular da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED) criada em abril de 2005. Desenvolveu dezenas de projetos em diversas áreas: infra-estrutura urbana, educação, saúde, transporte, cultura, lazer, emprego, entre outros. Isso resultou no aumento de 300 para cerca de 3 mil do número de ônibus acessíveis com bancos largos para obesos e piso baixo; na reforma de 400 quilômetros de calçadas adaptadas, inclusive na Avenida Paulista, que com rampas, piso podo-tátil e semáforos sonoros, se tornou modelo de acessibilidade na América Latina; na criação de 39 núcleos municipais de reabilitação física e saúde auditiva; no emprego de mais de mil trabalhadores com algum tipo de deficiência; nas versões em braile ou áudio de todos os livros das Bibliotecas Municipais (Ler pra Crer); na ida de 14.000 pessoas com deficiência ao cinema, teatro e exposições; entre outros que só vêm crescendo em números nas gestões que a sucederam.

Em atuação na Câmara Municipal de São Paulo desde fevereiro de 2007, protocolou 60 Projetos de Lei que trarão mudanças na cidade para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, mas que, no fim das contas, beneficiarão a toda população.

Sete foram aprovados e são Leis Municipais. Entre eles os que criam os importantes programas para a metrópole: Central de Intérpretes de Libras e Guias-Intérpretes para Surdocegos (Lei 14.441/2007); a que torna Lei o Programa Municipal de Reabilitação da Pessoa com Deficiência Física e Auditiva, determinando a implantação de novos serviços de reabilitação nas 31 subprefeituras da capital (Lei 14.671/2008); o Plano Emergencial de Calçadas (PEC), que permite que a Prefeitura reforme e revitalize as calçadas em vias estratégicas onde estão localizados os diversos equipamentos públicos e privados essenciais à população – correios, escolas, hospitais, etc (Lei 14.675/2008)-; e a que cria o Programa Censo Inclusão, que prevê um levantamento detalhado com perfil sócio-econômico dos cerca de 1,5 milhão de pessoas com deficiência na capital paulistana (Lei 15.096/2010).

Com a experiência acumulada de ajudar a melhorar a vida das pessoas com deficiência na cidade de São Paulo, Mara decidiu expandir esse trabalho para todo o País e candidatou-se a deputada Federal, sendo eleita com 160.138 votos. Ela afirma querer transformar ainda mais, discutindo questões como inclusão educacional, acesso ao SUS, acessibilidade e pesquisas científicas em âmbito nacional: "Como vereadora esbarrava diariamente em questões de legislação nacional. São cerca de 30 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência e é preciso aumentar a conscientização das pessoas e realizar efetivas transformações, através de um trabalho específico nessa legislação."

Conheça mais detalhes de seu trabalho no Portal Mara Gabrilli: www.maragabrilli.com.br"


Sua resposta:

Prezado Fernando, boa tarde. Obrigada pelo contato e desculpe-me a demora de resposta. Recebo cerca de 300 emails por dia e, as vezes, a correspondência se acumula.

Parabéns pela superação e pelo trabalho.

A meu ver você nasceu e viveu durante os anos em que ocorreram mais mudanças no Brasil e no mundo no modo de enxergar as pessoas com deficiência. O ano internacional, seguido pela década, em defesa de nossos direitos determinado pela ONU foi 1980. O "nada sobre nós, sem nós", tornou-se a palavra de ordem que culminou com em 2006 com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Desde 2008, ratificada pelo Congresso com força de emenda constitucional.

Saimos do conceito assistencialista e do modelo de saúde, para um modelo social e de cidadania. E, ao mesmo tempo, conceitos como sustentabilidade também foram surgindo e transformando o mundo.

Porém, como bem sabemos não bastam as leis para mudar costumes. As mudanças culturais ocorrem aos poucos e ainda vemos muita falta de acessos nas ruas e edificações, transporte público sem acessibilidade, recusa de matricula de crianças com deficiência, empresas não cumprindo ou cumprindo a Lei de Cotas sem envolvimento, e por aí vai.

O senhor pode contribuir muito com a mudança nas empresas onde atua, com sua própria presença e conhecimento do tema. E também orientando as pessoas com deficiência sobre seus direitos, porque muitas ainda desconhecem ou confundem ter equiparação de oportunidades com assistencialismo. Recebo muitos pedidos ainda de pessoas que querem gratuidade em tudo, por exemplo. Aceitam uma cadeira de rodas péssima do SUS mas brigam para ir no show da Ivete Sangalo de graça.

O plano Viver sem Limites é ambicioso e pode trazer muitas conquistas. Vamos acompanhar de perto e cobrar as ações e investimentos prometidos. Há 20 anos, estamos no olho do furacão. ´Vemos mudanças mas não na velocidade que queremos. É um processo continuo, permanente e sem descanso.

Irei visitar seu blog. Acompanhe meu trabalho, mantenha contato e envie críticas e sugestões.
Um abraço, Mara".

sexta-feira, 9 de março de 2012

Que exemplo!!!

09/03/2012 | 13:32
Carro do MPDF estaciona em
vaga destinada a deficientes

Samuel Souza

MOTORISTA SERÁ AFASTADO DO ÓRGÃO



Um carro do Ministério Público do Distrito Federal foi flagrado na tarde de ontem (8) ocupando uma vaga destinada a pessoas com deficiência. O veículo é usado pela corregedora-geral, Benis Queiroz. Segundo a assessoria do órgão, Queiroz não está na cidade, pois participa do Encontro dos Corregedores- Gerais do MP dos Estados e da União, que acontece em Porto Velho/RO, de 7 a 9 de março. O servidor que atua como motorista da corregedora estava responsável pelo veículo e será afastado do cargo e punido com abertura de processo administrativo. A determinação é da procuradora-geral, Eunice Carvalhido, que tomou conhecimento do caso na manhã desta sexta (9).

Fonte: site claudiohumberto.com.br